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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Vontade

Que vontade de um beijo
Beijo com paixão
Que esquenta o corpo
E os lábios, todos
Apaga as tristezas
Consola as feridas
De estremecer a libido
E traz gosto de vida
Beija
Abraça
Agarra
Esfrega
Suspira
Sussurra
O gozo, delícia
Ah, como queria!
O sabor de uma lambida

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Mulheres negras e as eleições 2018

“A mulher negra é a síntese de duas opressões: a de gênero e a de raça. Isso resulta no tipo mais perverso de confinamento. Se a questão da mulher avança, o racismo vem e barra as negras. 
Se o racismo é burlado, geralmente quem se beneficia é o homem negro. 
Ser mulher negra é experimentar essa condição de asfixia social”. Sueli Carneiro

Segundo dados do mapa da violência elaborado em 2015 pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), o homicídio de mulheres negras aumentou 54% em 10 anos, enquanto que o de brancas reduziu 10% no mesmo período, além de evidenciar que a mulher negra também é a maior vítima de estupro. Mas por que as negras são as maiores vítimas?

Assim como os demais países latino-americanos, o Brasil ainda sofre com o racismo estrutural e estruturante em nossa sociedade, fruto de uma cultura escravocrata e colonialista. A população negra não recebeu nenhum tipo de atenção ou política de integração com o fim da escravidão, sendo jogados à margem da sociedade. Para as mulheres negras a situação é pior, pois além de serem vítimas de racismo, sofrem com a violência sexista, sendo utilizadas como objeto sexual por séculos, formando uma cultura que se arrasta até os dias atuais. Herança escravocrata. Escravidão modernizada. As antigas amas de leite e mucamas hoje são cozinheiras, governantas, lavadeiras, babás. E quando o corpo é negro, os indicadores retratam a agressividade do racismo: as mulheres pretas com baixa escolaridade são a maioria na categoria trabalho doméstico, têm os piores salários, as condições de trabalho mais precárias e predominam como chefe de família. Em resumo, a camada social mais pobre e marginalizada é a que mais sofre com a violência.

O movimento feminista protagoniza a luta por direitos das mulheres e a articulação das mulheres negras no movimento é essencial para dar direcionamento à construção de políticas públicas que atendam este segmento, haja visto que as estatísticas apontam as mulheres negras como as mais fragilizadas em nossa sociedade. 

Diversas políticas e ações foram implementadas pelos governos do PT desde 2003, visando garantir direito e proteção às mulheres, como a criação de um ministério de políticas para mulheres, criação do bolsa família com titularidade preferencial às mulheres, o Ligue 180 em defesa da mulher, a lei Maria da Penha, lei do feminicídio, licença-maternidade de seis meses, mulheres proprietárias no programa Minha Casa, Minha Vida e a lei dos empregados domésticos, que alcança diretamente as mulheres negras como já foi mencionado e que necessitam de atenção tanto pela garantia de seus direitos, como políticas que as façam ter outra perspectiva para além do trabalho doméstico. Neste sentido, a ampliação do acesso ao ensino superior e programas de ampliação do número de creches para que essas mulheres possam deixar seus filhos em local seguro, com cuidados, permitindo que possam trabalhar, garantindo assim sua autonomia financeira e possam escapar do ciclo da violência doméstica. Apesar da implementação dessas políticas, as mulheres negras ainda não foram alcançadas de forma satisfatória, sendo necessária a ampliação dessas políticas com olhar específico à realidade das negras, e não o retrocesso.

A partir do golpe em 2016, com a deposição da primeira mulher a presidir nosso país, acompanhamos a avalanche de perdas de direitos e aprofundamento da crise econômica que também recebeu estímulo da instabilidade política provocada após o resultado das eleições em 2014. Nestas eleições de 2018, é notório o avanço conservador e a defesa de mais retrocessos nas políticas para as mulheres, que ganhou eco através da candidatura de Jair Bolsonaro. Este enquanto deputado federal votou a favor do corte de investimentos em educação, saúde e segurança através da Emenda Constituicional nº 95, votou a favor da reforma trabalhista que entre as perdas aos trabalhadores merece destaque o dispositivo que permite o trabalho insalubre para grávidas e lactantes, foi contra a lei das domésticas e está há quase 30 anos no congresso nacional sem apresentar um projeto sequer de defesa de direitos às mulheres ou de combate à corrupção, que o mesmo propaga ser o grande defensor. 

Além disso, ele defende a diferença salarial entre homens e mulheres pelo fato das mulheres engravidarem, é favorável a redução do tempo da licença maternidade e afirmou que seus filhos não casariam com uma mulher negra por terem sido “bem educados”. Como se não bastasse, seu discurso tem gerado uma onda de violência provocada por seus seguidores que sentem-se legitimados a cometer crimes de intolerância pelo discurso de seu candidato, como exemplo os casos de estupro de mulheres que não concordam com o posicionamento deste candidato, o assassinato de uma travesti à facadas em São Paulo aos gritos de “Bolsonaro” e “Ele sim”, grupos neonazistas que afloram principalmente no eixo sul/sudeste, e a violência da retórica que representa esta candidatura às mulheres negras.

Mas afinal, o que é o fascismo? Por que a candidatura de Bolsonaro é considerada fascista e ameaça as mulheres negras?

O fascismo é um movimento político, econômico e social. Ele se desenvolveu em alguns países europeus no período após a Primeira Guerra Mundial. Principalmente naqueles que enfrentavam graves crises econômicas, como a Itália e a Alemanha. Entre as principais características desse sistema estão a concentração do poder nas mãos de um único líder, o uso da violência e o imperialismo.

Segundo o filósofo e historiador Norberto Bobbio, o termo fascismo se refere principalmente à sua dimensão histórica. Esta, constituída pelo fascismo italiano e posteriormente pelo fascismo alemão. Na Alemanha, no período após o fim da Primeira Guerra Mundial, surge um regime autoritário bastante conhecido, que compartilhou diversas características do fascismo. Esse regime é o nazismo, que teve como principal líder Adolf Hitler. A ditadura de Hitler teve como principais características a militarização da sociedade alemã, a exaltação do líder e o controle através da intensiva máquina de propaganda, que utilizava os meios de comunicação para disseminar as ideias nazistas.

As características principais do nazismo são apresentadas na obra Mein Kampf, escrita por Hitler durante seu período na prisão. Uma das suas mais conhecidas medidas foi o antissemitismo, marcado pela visão racista e eugenista da superioridade do homem branco germânico, a chamada raça ariana. Essa visão resultou na morte de mais de 6 milhões de pessoas em campos de concentração, a grande maioria formada por judeus. 

Simone de Beauvoir elenca as características de opressão às mulheres com os movimentos fascistas/nazistas, como: -Valorização extrema do ser masculino e suas características, como um nacionalismo, mas aplicado aos sexos/gêneros; -  Culto à força física, enaltecendo os homens e suas “capacidades”, consequente controle, abuso e violência contra as mulheres; -Censura, como silenciamento das mulheres;-  Antidemocrático, o poder concentrado nas mãos dos homens enquanto classe; -  Violência, ódio à mulher e ao que ela representa, misoginia.

Ela afirma também que basta uma crise política, econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Conforme avança o fascismo, as mulheres são as primeiras a terem seus direitos roubados, principalmente negras. Somos as primeiras a perderem os empregos, a violência contra a mulher aumenta, assim como o feminicídio. O fascismo matou diversas mulheres ao longo da história, a exemplo das irmãs Mirabal, Olga Benario e, mais recentemente, Marielle Franco.

A exaltação de grupos sociais em detrimento de outros é marca do discurso de diversos seguidores de Jair Bolsonaro, que prega o ódio aos homossexuais, negros, mulheres e nordestinos, desta forma as mulheres negras entram na mira da discriminação pelo racismo, machismo, além da perda de direitos conquistados com muita luta.

Precisamos dizer não ao avanço de ideias retrógradas, preconceituosas e violentas, tomarmos posição em defesa da democracia, pela pluralidade de ideias, preservando a liberdade de expressão e a legalidade de reivindicar direitos. Por isso, devemos derrotar Bolsonaro nas urnas para que possamos seguir na luta por avanços e direito das mulheres! Vamos votar em Haddad & Manu 13 para que possamos retomar as políticas e ações em defesa dos direitos das mulheres, em especial as mulheres negras, lutando não só pela garantia e permanência das mesmas, mas pelo avanço necessário para proteção das camadas mais fragilizadas da sociedade brasileira.

A luta contra o fascismo não termina nas eleições, precisamos ampliar nossas mobilizações nos bairros, universidades, escolas e locais de trabalho. Somente a organização das trabalhadoras e trabalhadores, das mulheres, da juventude, será capaz de destruir esse sistema que nos mata todos os dias.

#EleNão #BolsonaroNão #HaddadeManuSim #PelaDemocraciaVote13


Fontes:
http://pretadoidaescreve.blogspot.com/2018/07/dia-da-mulher-negra-latino-americana-e.html
http://nosmulheresdaperiferia.com.br/noticias/trabalho-domestico-mulheres-negras-sao-a-maioria-na-categoria-e-tem-os-piores-salarios/
https://www.politize.com.br/fascismo-entenda-o-conceito-2/

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Resumo: O segredo da acumulação primitiva - Marx

Segue resumo do 1º capítulo da obra de Karl Marx: A origem do capital: A acumulação primitiva. 2ª Ed. São Paulo: Centauro, 2014. Elaborei na ocasião em que cursei a disciplina Sociologia I - Marx na faculdade de ciências sociais da UFPA, ministrado pela maravilhosa Profª Zuleide Pontes.

O segredo da Acumulação Primitiva

No primeiro capítulo desta obra, Karl Marx inicia o texto com a definição de mais-valia, pois define que a acumulação capitalista supõe a existência da mais-valia, e esta, a da produção capitalista que, por sua vez, não se pode realizar enquanto não se encontram acumuladas, nas mãos dos produtores-vendedores, massas consideráveis de capitais e de forças operárias. Este movimento ele coloca como círculo vicioso que não se pode sair sem se admitir uma acumulação primitiva anterior à acumulação capitalista, a “previous acumulations” segundo Adam Smith.

Faz o comparativo desta acumulação primitiva e seu desempenho na economia política ao pecado original na teologia, o pecado surgiu por uma aventura onde podemos ver como e porque o homem foi condenado pelo Senhor a ganhar seu pão do suor do seu rosto, mas a do pecado econômico preenche uma lamentável lacuna revelando-nos como e porque há homens que escapam a esta ordem do Senhor, pois ganham seu pão do suor do rosto alheio. 

Marx descreve o processo de acumulação primitiva baseado nos anais da história real, em que sempre prevaleceu a conquista, a dominação, a rapina à mão armada, o predomínio da força bruta, como a tomada de terras e propriedades rurais de populações originárias. Faz a crítica também aos preconceitos burgueses imbuídos nos livros de história e a diferença da definição deste processo contido no que ele descreve como manuais beatos de economia política, onde reina o idílio, onde nunca houve outros meios de enriquecimento senão o trabalho e o direito. Desta forma, ele faz uma leitura crítica dos acontecimentos para definir o surgimento da acumulação capitalista.

Para facilitar o entendimento, discorre sobre os diferentes atores no sistema capitalista, colocando por exemplo que a relação oficial entre o capitalista e o assalariado é de caráter puramente mercantil e que a essência do sistema capitalista está na separação radical entre o produtor e os meios de produção e vai se acentuando na medida que o sistema se estabelece. Assim, para que o sistema capitalista viesse ao mundo foi necessário que os meios de produção já tivessem sido arrancados sem discussão aos produtores por meio da força, e esta ordem econômica surge das entranhas da ordem econômica feudal. A dissolução de uma produziu os elementos constitutivos da outra.

Por fim, coloca que a base de toda a evolução é a expropriação dos cultivadores e que ocorreu de forma mais radical na Inglaterra, e os outros países da Europa ocidental percorrem o mesmo movimento. Na história da acumulação primitiva, faz época toda revolução que serve de alavanca ao avanço da classe capitalista em vias de formação sobretudo aquelas que, despojando as grandes massas de seus meios de produção e de existência tradicionais, as lançam de improviso no mercado de trabalho, haja visto que sem seus meios de produção se vêem obrigados a vender o único bem que restou, que é sua força de trabalho. E acrescenta que a história dessa expropriação está escrita nos anais da humanidade com letras indeléveis de sangue e fogo.

A expropriação da população primitiva

Neste capítulo o autor descreve o processo de expropriação da população primitiva na Inglaterra, onde a servidão tinha desaparecido de fato nos fins do século XIV. No século XV a imensa maioria da população era composta de camponeses livres e neste tempo a prosperidade das cidades tomou um grande impulso, atingindo um estado de abundância. Porém esta riqueza do povo excluía a riqueza capitalista.

Ao final do século XV e início do século XVI veio a revolução que ia lançar os primeiros fundamentos do regime capitalista, o licenciamento da numerosa criadagem senhorial que lançou de improviso, no mercado de trabalho, uma massa de proletários sem lar nem pão. O poder real, saído ele próprio do desenvolvimento burguês, foi levado a ativar esse licenciamento por medidas violentas, usurpando os bens comunais de camponeses e expulsando-os do solo que estes possuíam com o mesmo direito que seus senhores. O principal motivo foi a expansão das manufaturas de lã em Flandres e a alta dos preços de lã, que incentivou a transformação das terras de cultivo em pastos.

Esse processo de expropriação desolou o país e atemorizou o Parlamento, pois resultou num declínio da população, seguido da decadência de muitas vilas e igrejas e de uma diminuição dos dízimos. Através de lei de Henrique VII, que proibia a demolição de toda casa de camponês a que correspondessem pelo menos vinte acres de terra, foi o remédio encontrado para dar limite a esta expropriação, assegurando uma porção de terra suficiente para proporcionar aos indivíduos o gozo de um decente bem estar e condição não servil. Mas o sistema de produção capitalista precisava, ao contrário, da condição servil das massas, sua transformação em mercadoria e a conversão dos seus meios de trabalho em capital.

O novo impulso à expropriação violenta do povo no século XVI veio com a Reforma e confiscação dos bens da Igreja, que era proprietária feudal da maior parte do solo inglês. Os bens do próprio clero caíram nas garras dos favoritos reais e foram vendidos a preços ridículos a burgueses e arrendatários especuladores, que expulsaram os antigos colonos hereditários. O direito de propriedade dos camponeses pobres sobre uma parte dos dízimos dos eclesiásticos foi tacitamente confiscado.

Chegou ao poder o herói burguês Guilherme III, através da revolução gloriosa, e inauguraram a nova era com uma delapidação verdadeiramente colossal do tesouro público. Os domínios do Estado, roubados até esta data com moderação, foram então extorquidos à viva força do rei adventício com compensações devidas aos seus antigos cúmplices, ou vendidos a preços irrisórios, anexados a propriedades privadas. Esta foi a base de poder da atual oligarquia inglesa, os burgueses capitalistas favoreciam a operação com o fim de fazer da terra um artigo de comércio, de aumentar sua reserva de proletários do campo, etc.

A nova aristocracia latifundiária era aliada natural da nova bancocracia, da alta finança, recentemente nascida, e das grandes manufaturas, então fatores do sistema protecionista. Seus atos de rapina se prolongaram para além do século XVI e no século XVIII a própria lei se torna objeto de espoliação, o que, por outro lado, não impediu que os grandes arrendatários recorressem a outros recursos particulares, extralegais.

A forma parlamentar do roubo é de “leis sobre fechamento das terras comunais”, reduzindo o cultivo, fazendo subir o preço das subsistências e conduzindo ao despovoamento. A situação das classes inferiores do povo piorou sob todos os aspectos, os pequenos arrendatários e proprietários foram reduzidos a situação de jornaleiros e mercenários, e ao mesmo tempo, nessas condições, lhes é mais difícil ganhar o sustento.

Marx segue descrevendo o mesmo processo em terras da Escócia e em rodapé a situação na Alemanha, e encerra o capítulo resumindo que os despojos dos bens da Igreja, a alienação fraudulenta dos domínios do Estado, a pilhagem dos terrenos comunais, a transformação usurpadora e terrorista da propriedade feudal e mesmo a patriarcal, em propriedade privada moderna, a guerra às cabanas, foram os processos idílicos da acumulação primitiva. Conquistaram a terra para a agricultura capitalista, incorporaram o solo ao capital e entregaram à indústria das cidades os braços dóceis de um proletariado sem lar nem pão.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Resumo: A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo - Weber

Seguindo na linha compartilhando os resumos feitos no decorrer do curso de Ciências Sociais da UFPA, venho disponibilizar este que fiz em 2017 na disciplina Sociologia III - Weber, com a professora Patrícia da Silva Santos, uma fofa! Foi uma disciplina bem proveitosa!

O resumo tem 17 laudas e pode ser acessado ao clicar na imagem abaixo


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Textos para formação política

Grande companheira, jovem, negra, de luta e liderança da JPT-PA, Beatriz Caminha, fez um compêndio de diversos textos para formação política bem direcionado a quem participa ou deseja participar de organizações políticas ou movimentos sociais. Ela afirma já ter lido todos e se dispõe a bater um papo sobre seus conteúdos (um dia eu chego lá, mana! hehe!). Também vou ler e enriquecer o conhecimento para nossa luta concreta, precisamos avançar no processo democrático e deter o avanço conservador por meio da leitura e da reflexão, da crítica, pra orientar nossas ações. Parabéns pela iniciativa, compartilho aqui para ajudar no alcance e não perder de vista =)

Pra ter acesso aos textos, basta clicar na foto da bunita aqui ===>

Montei uma lista com os títulos e referências bibliográficas dos textos que estão dentro do link, pra facilitar na busca dos textos que deseja colocar na ordem de prioridade para leitura. Os textos estão divididos em três pastas, não consegui pegar a referência completa de todos, mas quem souber e quiser colaborar é só comentar!

Boa leitura!!!! E valeu, Bia!

Ferramentas de Análise:
Eleições e Comportamento Digital do Cidadão: Uma Perspectiva Analítica Sobre a Propaganda Ideológica do Personagem "Haddad Tranquilão". MACEDO, Roberto G.; DUARTE, Leonardo J. Casadilho. Trabalho apresentado ao GT 1 - Propaganda política e ideológica do XII Congresso Brasileiro de Comunicação Política e Marketing Eleitoral - Rio de Janeiro - 2015. 15 pág.

Política, Sociedade e Meios de Comunicação - Armadilha e Ilusões. Fundação Perseu Abramo - Difusão de Conhecimento em Gestão e Políticas Públicas -Aula 4 - Prof. Reginaldo Moraes. 10 pág.

Planejamento de Projetos e Ação Política. Fundação Perseu Abramo - Difusão de Conhecimento em Gestão e Políticas Públicas - Aula 3 -  Prof. Greiner Teixeira Marinho Costa. 16 pág.

Estrutura de Agenda para a Gestão Estratégica. Costa, Greiner.  2003. 14 pág.

Comportamento Digital e Comunicação Governamental: Uma Análise dos Governos das Cidades de Buenos Aires e São Paulo. MACEDO, Roberto G.; DUARTE, Leonardo J. Casadilho.  Trabalho apresentado no V Colóquio Binacional Brasil Argentina de Comunicação. 14 pág.

Como Fazer Análise de Conjuntura. Fascículo 3 - Programa de Formação da CNTE - SANTIAGO, Cláudia.; MORAES, Reginaldo Carmello.  2008. 64 pág.


Conjuntura e Resistência:
- Políticas Sociais, Desenvolvimento e Cidadania. Ana Fonseca, Eduardo Fagnani (orgs.). São Paulo. Editora Perseu Abramo, 2013. 305 pág.

- O Direito à Cidade. MARICATO, Ermínia. 8 pág.

- Judicialização da Política. TONELLI, Maria Luiza Quaresma. Coleção O Que Saber. Fundação Perseu Abramo. São Paulo, 2016. 57 pág.

- Globalização, Neoliberalismo e Neoliberalismo no Brasil. Fundação Perseu Abramo - Difusão de Conhecimento em Gestão e Políticas Públicas - Aula 1 -  Prof. Eduardo Tadeu. 22 pág.

- Construção do Golpe e a Reação Democrática.

- Lula e Dilma - 10 Anos de Governos Pós-Neoliberais no Brasil. FLACSO. 386 pág.


Brasil e Seus Desafios:
- Sindicatos e Movimentos Sociais Pós-64. JACOBSEN, Kjeld Aagaard.
Texto Introdutório do Curso de Difusão de Conhecimento em Gestão e Políticas Públicas. Fundação Perseu Abramo. 3 pág.

- Sentido da Colonização. Caio Prado Júnior. 14 pág.

- Política e Partidos Políticos. Valter Pomar. 14 pág.

- Partidos Políticos no Brasil. GENOÍNO, José. Texto Introdutório do Curso de Difusão de Conhecimento em Gestão e Políticas Públicas. Fundação Perseu Abramo. 3 pág.

- Os Caminhos do Novo Internacionalismo Operário.

- O Sistema Eleitoral e Partidário do Brasil. 5 pág.

- O Protagonismo da Sociedade Civil Brasileira. GOHN, Maria da Glória. O Protagonismo da Sociedade Civil - Movimentos Sociais, ONGs e Redes Solidárias. 32 pág.

Cadeias Globais de Produção e Ciclos de Modernização no Padrão de Consumo do Brasileiro. In: O Mito da Grande Classe Média - Cap.3 -  POCHMANN, Márcio. 23 pág.

- O Mau Ladrão. Ficha Suja. Burocracia, favorecimentos, nepotismo, atividades escusas e outras heranças dos tempos coloniais no Brasil. BUENO, Eduardo. 9 pág.

- A Reversão de Um Modelo Predatório de Estado. In: O Governo Lula e o Novo Papel do Estado Brasileiro. FARIA, Glauco. Editora Fundação Perseu Abramo, 2010. 17 pág.

- O Brasil Contemporâneo. 5 pág.

- Nova Estrutura de Classes no Brasil. NOZAKI, William. Texto Introdutório do Curso de Difusão de Conhecimento em Gestão e Políticas Públicas. Fundação Perseu Abramo. 4 pág.

- História do Estado Brasileiro. AZEVEDO, Andrea. Texto Introdutório do Curso de Difusão de Conhecimento em Gestão e Políticas Públicas. Fundação Perseu Abramo. 8 pág.

- É Preciso Partido. 4 pág.

- A Sociedade Brasileira Foi Infantilizada. Entrevista com Jessé Souza. Revista Caros Amigos, Janeiro 2016. 5 pág.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Praia do Lembe - Marapanim-PA

Viajar! Uma das coisas que mais amo nessa vida é viajar! E nem os tempos de crise vão me impedir, pois vamos mesmo de pic-nic! Muita farofa e isopor pra carregar e economizar na conta! Haha!
Depois das férias que me dei nas leituras e escrivinhações, retorno agora ao blog pra contar da última edição do nosso já tradicional pic-nic dos amigos e amigas da GPREC/SEDUC, que desta vez, atendendo à sugestão de nossa amiga Maria Helena Barbosa, foi para a praia do "Me Lembe" em Camará, Marapanim. Organizo estes passeios desde 2016, ano que fomos para Salinas, em 2017 para Ajuruteua e este ano de 2018 para São João de Pirabas, praia da Croa Nova. Decidimos a partir deste ano escolher destinos que a maioria dos participantes ainda não conhecem, com a intenção de desbravar nosso lindo Pará, contemplar sua beleza natural, sem pesar muito no nosso bolso!

Divulgação do passeio
Chegamos por volta de 8:30h e fizemos uma pequena travessia de barco (na volta viemos caminhando, pois a maré tava baixa), e nos deparamos com a encantadora praia do "Me Lembe". A praia se compõe de linda areia branca com um mangue por trás, onde guarás e garças se alimentam e somam com a beleza do lugar. Do outro lado, observamos uma margem com linda areia branca, porém sem estrutura de restaurantes, que os pescadores nos levam pra conhecer de rabeta por 10 reais, infelizmente não tivemos tempo de desbravar. Foi um dia de muito sol e diversão com os amigos e família! Minha Mariana aproveitou cada minuto, na companhia de amiguinhos que fez durante o dia. Ela não perde nenhum passeio! Porém, ela chegou numa fase que nos mata de aflição, em que a criança em raios de segundos desaparece da nossa vista e o coração só falta sair pela boca quando se dá conta do repentino sumiço. Pude contar com o apoio da família e de todos os amigos que me ajudavam a não perder de vista a pequenina.

Cenas como esta duram cerca de 5 minutos
A praia conta com a estrutura de barracas de palha e restaurantes administrados pelos nativos, com deliciosa comida, bebidas e preços honestos, muito peixe assado, frito, caranguejo e uma excelente farofa de ovo, aprovada por mim e pelas crianças! hehe! Porém, a estrutura de saneamento é bastante precária, resultante do descaso do poder público com o turismo em nosso estado.

Um brinde à vida!
O que ganha destaque e muitos cliques são as redes armadas na beira da praia, a maré sobe, a água nos alcança e as ondas vêm nos "lember". O nome da praia "me lembe" se origina daí, da maré que "me lembe" ao subir, pelo linguajar popular dos pescadores.

Aguardando minha "lembida"
O pic nic é uma excelente oportunidade para nos confraternizar e poder conversar sobre muitas coisas, pois passamos boa parte do nosso dia juntos no trabalho e neste momento de lazer podemos nos encontrar quanto pessoas, com nossos problemas, qualidades, defeitos, gente como a gente, e aproveito para debater sobre vários assuntos, conversamos de respeito ao outro, convivência, feminismo e política, lógico, que é a minha praia! Desta vez fui conversar sobre eleições. Acaba por se tornar um descontraído momento de formação =)

Aproveito pra além de papear, provar da variedade de tira-gostos e farofas que os mais precavidos carregam, tudo delicioso! Por ser organizadora e mãe de uma pequena, acabo ganhando essa "pré" e tenho a benesse de tomar uma cerveja de cortesia com meus colegas de trabalho. Coisa boa é poder compartilhar! 

A pior parte é ter que ir embora. Gente que já tá cansada do sol deseja ir, e quem ainda está curtindo tomando umas geladas não quer ir embora de jeito nenhum! Vou administrando os quereres e conseguimos embarcar de volta sem grandes atrasos. Combinamos uma parada no igarapé pra "tirar o sal" do corpo e podermos voltar tranquilos pra seguir na farra ou tirar uma soneca.

Tirando o sal
Desta vez a volta foi uma novela! O ônibus "deu prego" umas trocentas vezes e ficamos na estrada torcendo pra voltar a funcionar! haha! Até que definitivamente deu pane total no início da Almirante Barroso, em que os últimos passageiros tiveram que tomar outra condução para as suas casas. Ainda bem que conseguimos chegar em Belém, sempre com muitas histórias pra contar!

Muito obrigada a quem topou mais uma aventura! É uma delícia a semana de expediente após o passeio, com muitas risadas sobre os "causos", os elogios pelo lindo passeio e a ansiedade pelo próximo, onde tenho que ouvir sempre um "Carla, quando vai ser o próximo?". Não resisto e acabo topando mais um! Vale muito a pena! Dá um trabalhinho pra organizar, chega me arrependo na véspera do passeio, mas logo essa sensação passa e é substituída pela alegria de viajar em coletivo. Até a próxima!!!


Informações:
Marapanim fica à 144 km de Belém, cerca de 3h de viagem pela BR-316 e PA-136
Ônibus sai do terminal rodoviário diariamente pela empresa Princesa Morena: R$ 30,00
Travessia de rabeta: R$ 1,00
Travessia para a praia da margem em frente do "Me Lembe": R$ 10,00
Preços dos restaurantes da praia:
Cerveja 600ml: R$ 8,00
Peixe frito ou assado c/ guarnição 2 pessoas: R$ 35,00
Porção de 6 caranguejos com guarnição: R$ 25,00
Farofa de ovo porção 2 pessoas: R$ 10,00

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Dia da mulher negra latino-americana e caribenha

Escrevi este texto em 2016 com minha amiga preta de luta, irmã, camarada, Gabi Leão, postado originalmente no blog da MMM-PA:

A MULHER NEGRA É A MAIOR VÍTIMA DE VIOLÊNCIA NO BRASIL

Segundo dados do último mapa da violência, elaborado em 2015 pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o homicídio de mulheres negras aumentou 54% em 10 anos, enquanto que o de brancas reduziu 10% no mesmo período, além de evidenciar que a mulher negra também é a maior vítima de estupro. Mas por que as negras são as maiores vítimas?

Assim como os demais países latino-americanos, o Brasil ainda sofre com o racismo estrutural e estruturante em nossa sociedade, fruto de uma cultura escravocrata e colonialista. A população negra não recebeu nenhum tipo de atenção ou política de integração com o fim da escravidão, sendo jogados à margem da sociedade. Para as mulheres negras a situação é pior, pois além de serem vítimas de racismo, sofrem com a violência sexista, sendo utilizadas como objeto sexual por séculos, formando uma cultura que se arrasta até os dias atuais. Em resumo, a camada social mais pobre e marginalizada é a que mais sofre com a violência.

Em face desta situação, uma forte articulação de mulheres nas áreas de comunicação, cultura, acadêmica e afins na América Latina e Caribe organizou o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas em 1992 na República Dominicana, que resultou na criação de uma Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas e a celebração do dia 25 de Julho como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha, internacionalizando assim o debate do feminismo negro, que surgiu a partir da década de 70, impondo a necessidade de interseccionalidade de gênero, raça, classe, etnia, orientação sexual e religiosidade, significando assim uma ruptura com um feminismo que não nos contempla, que historicamente foi hegemonizado por mulheres brancas e de classe alta.

Neste dia, pretendemos dar visibilidade à vulnerabilidade da mulher negra em nossa sociedade marcada pelo racismo patriarcal heteronormativo, que vitimiza de forma desproporcional a população de mulheres negras e pobres, além de lutar para o fomento de políticas que venham a atender esta camada e possamos diminuir os índices de violência apontados. As mulheres negras seguem em marcha neste dia pois precisamos dialogar sobre esta problemática.

O protagonismo das mulheres negras no movimento feminista é outro ponto que temos que dialogar. Cadê elas no movimento? E quando estão, quais os papeis delegados às companheiras das quebradas, das periferias, as nossas irmãs negras? Precisamos das vozes das negras, das suas pautas, que são violadas cotidianamente nesse sistema. Até quando, irmã branca, tu vais querer monopolizar a fala? Não é pra diluir o movimento, mas temos que ser diversas em nossas vozes, em nossas lutas, em nossos olhares. Todas são bem vindas pra chegar e construir o movimento feminista, precisamos muito unir forças, mas jamais monopolizar as pautas. Somos muitas e diversas! Não podemos esquecer que temos que passar o bastão do movimento para todas, e nesta luta seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

E vamos marchar hoje no Guamá. Participe: