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sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Minha Dissertação - Negras no Topo? Paridade de raça e gênero nos cargos de direção do Partido dos Trabalhadores

Mais uma etapa concluída! Terminei meu curso de mestrado em Estado, Governo e Politicas Públicas na Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais - FLACSO em parceria com a Fundação Perseu Abramo.
O mestrado é direcionado aos filiados e filiadas do Partido dos Trabalhadores, por isso, em retribuição, fiz minha pesquisa sobre o PT e algo que me atinge: o lugar da mulher negra nos cargos de direção. Foi um trabalho muito interessante, pude conhecer mais sobre as origens do partido e também sua realidade atual, ficando somente a frustração de não receber os dados nacionais para um estudo mais completo.
Essa foi a oportunidade que tive de cursar um mestrado, diante das concorridíssimas vagas nos programas de mestrado das universidades públicas, além da impossibilidade de participar das aulas presenciais, já que não tinha direito a licença aprimoramento. O curso era semi-presencial, turma de Santarém, seria também uma excelente oportunidade de visitar Santarém para assistir as aulas presenciais, o que acabou não acontecendo, pois minha turma de 2020 atravessou a pandemia de COVID-19 e as aulas e todo o processo do curso ocorreu de forma virtual. Mas conseguimos concluir o curso!

Enfim, agora é alívio e gratidão por ter vencido!

O trabalho finalizado pode ser acessado clicando AQUI.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

O valor da mulher negra

Cursei a disciplina Antropologia Política semestre passado na UFPA com a brilhante professora Telma Amaral. A mesma passou como avaliação final a construção de um texto baseado nas referências bibliográficas trabalhadas no curso. Desta forma, fui finalmente iniciada na leitura de bell hooks e Sueli Carneiro, que me inspiraram a escrever este texto que compartilho aqui: A desvalorização continuada da mulher negra e a necessidade de enegrecer o feminismo

Este mesmo texto submeti e foi apresentado no XXXIII ENECS - Encontro Nacional de Estudantes de Ciências Sociais em 2019, numa versão mais estendida e que pretendo trabalhar como meu TCC. A desvalorização continuada da natureza feminina negra e a necessidade de enegrecer o feminismo.
O valor da mulher negra em nossas sociedades é o mais inferior, a base da pirâmide, subalterna, tudo isso herança do sistema esclavagista que ainda respinga sua crueldade nos dias atuais, como abordado no texto. O mito de que vivemos uma democracia racial, onde o racismo não existe, brasileiro é miscigenado e todos se aceitam e se orgulham disso, é uma falácia! Devemos denunciar e suprimir esse discurso até que tenhamos realmente superado o racismo e suas facetas na humanidade.
Tinha lido poucos textos sobre feminismo negro, seguindo a indicação das manas pretas do movimento de mulheres negras, sempre marcando a posição de desigualdade extrema que nós, negras, vivenciamos no dia a dia. Agora pude ler mais e faz todo o sentido pra minha vida sua abordagem. Revisitei meu passado, lembrei de cada opressão que agora compreendo não só como machista, mas também racista e o quanto engoli calada sem entender porque agiam assim comigo.
Aprendi a me defender com a vida, e nos estudos encontrei as armas para compreender o conjunto de opressões que pesam sobre mim, mulher e negra, e a tentar me resguardar, mesmo sabendo que ainda assim irão me oprimir. Porém calada não passo mais e o quanto mais puder denunciar o racismo patriarcal, farei! Por mim, por minha filha, por nós, por todas!
Nossos passos vem de longe. Uma sobe e puxa a outra!

Feminismo pra quê?

No final do ano passado apresentei um trabalho no Congresso da Associação Latinoamericana de Sociologia, o XXXI ALAS, no Uruguai, intitulado “Feminismo pra quê? Intervenção feminista junto às jovens do ensino médio” na Escola Ramiro Olavo (gratidão à Profa. Jucirene Araújo), localizada no bairro da Guanabara, onde morava, sendo fruto de minha militância na Marcha Mundial das Mulheres e meus estudos acadêmicos no GEPEM (obrigada, Profa. Luzia Miranda!). Neste último final de semana recebi convite pra publicá-lo numa revista de um grupo de pesquisa do Rio de Janeiro, fiquei tão feliz que criei coragem e atitude de compartilhar o trabalho! 😀
Link do artigo na imagem: